Ata do FOMC e decisão de juros na China movimentam semana com agenda mais fraca para o Brasil
Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos
No Brasil, a agenda doméstica é mais enxuta. Na segunda-feira saem o Boletim Focus, com a atualização semanal das projeções de mercado e a Atividade Econômica (IBC-Br) de junho, proxy mensal do PIB calculada pelo Banco Central. O dado trará a leitura sobre o ritmo da economia no fechamento do segundo trimestre. Além disso, do lado da inflação, teremos o IGP-10 de julho que trará a evolução dos preços ao consumidor e no atacado.
Nos Estados Unidos, o destaque é a ata do FOMC, na quarta-feira, referente à reunião de 28 e 29 de julho, quando o Federal Reserve manteve os juros inalterados no patamar entre 3,50% e 3,75% a.a.. O documento deve trazer mais detalhes sobre o debate interno do comitê e pistas os novos passos da autoridade monetária adiante. Na terça-feira, saem produção industrial e os preços de importação e exportação e exportação de julho. A semana termina, na sexta-feira, com a prévia do PMI composto de agosto.
Completando a agenda internacional, o principal evento é a decisão de juros do banco central chinês, na quarta-feira, com expectativa de manutenção da taxa básica (LPR). Antes disso, na segunda-feira, a China divulga as vendas no varejo e produção industrial. No mesmo dia, ainda na Ásia, o Japão publica o PIB do 2º trimestre. Na Europa, o destaque fica por conta da prévia dos PMIs, indicadores antecedentes de atividade, referentes a agosto.
Além da agenda o mercado monitora eventos-chave importantes. No radar geopolítico, as negociações entre Irã e Estados Unidos, e a possibilidade do acordo para a reabertura do Estreito de Ormuz e reflexos sobre os preços do petróleo. Internamente, teremos o início das campanhas para as eleições majoritárias de outubro em 16 de agosto e a evolução das pesquisas de opinião.
