Comunicado do FOMC | Primeiras Impressões: Banco Central americano manteve os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% a.a. pela quarta reunião consecutiva
Por Marcela Kawauti, Economista-chefe na Lifetime
Na quarta reunião consecutiva de 2026, o Banco Central americano decidiu pela manutenção nos FED funds no intervalo entre 3,50% e 3,75% a.a.. O resultado foi unânime e veio dentro do esperado. Essa foi a primeira reunião da autoridade monetária sob a presidência de Kevin Warsh.
O comunicado que acompanhou a decisão trouxe uma mensagem bem mais suscinta que os anteriores, mas reforçou de forma explicita que o comitê irá perseguir a estabilidade de preços. O conflito no Oriente Médio foi referenciado por duas vezes. Em primeiro lugar, o comitê destacou que a economia americana segue em expansão sólida apesar das incertezas causadas pelo conflito. Além disso, ressaltou que os choques de oferta resultantes da disputa puxaram os aumentos recentes de preços. O colegiado não mencionou o recente acordo anunciado pelo presidente americano.
As projeções dos membros do Fomc (conhecido como dots) reforçam as preocupações em relação à inflação. A expectativa mediana do PCE passou de 2,7% para 3,6% esse ano e o núcleo avançou de 2,7% para 3,3%. Para o próximo ano, a alta foi mais contida. Com relação aos juros, a mediana passou de 3,4% para 3,8% em 2026 (indicando manutenção) e de 3,1% para 3,6% no ano que vem (indicando espaço para um único corte). Além disso, 9 dos 18 dirigentes enxergam ao menos uma alta de juros esse ano.
Em resumo, o comunicado trouxe um tom bastante conservador (hawkish) indicando que o Banco Central americano deve manter os juros em patamar alto em meio às incertezas relacionadas ao ambiente internacional.
