PCE julho 2025| Primeiras Impressões: Inflação ao consumidor americano fica inalterada em 2,6% em julho com impacto limitado das tarifas
Por Marcela Kawauti – Economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos
Apesar do aumento das tarifas sobre bens importados pelos americanos, a inflação ao consumidor nos EUA se manteve no mesmo patamar entre os meses de junho e julho. O PCE acumulado em 12 meses segue em 2,6%, em linha com o esperado, mas ainda acima da meta de 2%.
A composição do indicador trouxe sinais mistos. Por um lado, tivemos notícias positivas vindas da desaceleração de bens não duráveis, de 0,5% para 0,2% em 12 meses, e dos preços de alimentos e de energia que passaram respectivamente de 2,2% para 1,9% e de-1,6% para -2,7% no período. Na outra direção, os custos finais de bens duráveis avançaram de 0,9% para 1,1%. Também o núcleo que exclui os preços mais voláteis (alimentação e energia) subiu levemente de 2,8% para 2,9%.

O cenário é bastante desafiador para a autoridade monetária, que precisa lidar com os efeitos adversos das políticas protecionistas norte-americanas e do aumento das tarifas sobre produtos importados, que resultam em preços mais altos e desaceleração da economia. Vale ressaltar que FED tem o duplo mandato de manter a inflação ao redor da meta de 2,0% a.a. ao mesmo tempo em que conserva a solidez da atividade. As últimas indicações do colegiado vão no sentido de privilegiar a economia, levando os analistas de mercado a entendem que a retomada dos ciclo de cortes de juros deve ocorrer já em setembro.
