CPI | Primeiras Impressões: Inflação ao consumidor americano desacelerou com indícios de dissipação dos efeitos das tarifas de importação
Marcela Kawauti – Economista-chefe da Lifetime Gestora de Recursos
O índice cheio do CPI em janeiro ficou em 2,4% no acumulado em 12 meses, abaixo do patamar registrado no mês anterior (2,7%) e das expectativas (2,5%). O dado mostra que o efeito inflacionário da nova política comercial externa sobre os preços ao consumidor perdeu força neste início de ano. A métrica que exclui itens mais voláteis (alimentação e energia) também desacelerou e passou de 2,6% para 2,5% na mesma comparação.
O detalhamento do CPI reforça o diagnóstico de caráter temporário do repique de preços observado no ano passado. Os bens duráveis variaram 0,4% na comparação anual, ante 1,2% no mês anterior e os bens não duráveis desaceleraram de 1,9% para 1,3%. Por outro lado, os preços de serviços de serviços seguem pressionados com alta de 3,2%, levemente abaixo do mês anterior (3,3%).
A abertura do indicador mostrou que a inflação vinda da política protecionista está limitada, reforçando o diagnóstico do Banco Central americano que indica caráter temporário desse efeito e justificando os cortes de juros realizados ao final de 2025. O dado também reforça as expectativas de ao menos mais dois cortes de juros a partir de meados de 2026.
