Expectativas da Semana | 02.03.2026: PIB dos EUA 2025, Dados de Emprego no Brasil e Tensões Geopolíticas EUA e Irã

A semana começa com uma agenda econômica bastante relevante, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, com indicadores que podem influenciar as expectativas para juros, atividade e inflação.
Os dados previstos ajudam a calibrar a leitura sobre o ritmo das economias e os próximos passos da política monetária.
Nossa economista-chefe, Marcela Kawauti, traz um resumo:
Brasil: projeções e mercado de trabalho no foco
No Brasil, a semana começa com a divulgação da Pesquisa Focus, relatório semanal do Banco Central que atualiza as projeções de mercado para juros, atividade e câmbio.
Ao longo da semana, o mercado também acompanha indicadores importantes do mercado de trabalho:
- Caged – com os dados de criação de empregos formais
- PNAD Contínua – com informações mais amplas sobre ocupação e desemprego
Esses números serão essenciais para avaliar a força da demanda na economia e seus possíveis impactos sobre a inflação, especialmente em um cenário de juros ainda elevados.
Estados Unidos: PIB, emprego e Livro Bege
Nos Estados Unidos, a agenda também será intensa.
Entre os destaques está a divulgação do PIB fechado de 2025, dado fundamental para entender o desempenho da maior economia do mundo no ano passado.
Além disso, o mercado volta as atenções para o mercado de trabalho norte-americano, com a divulgação de:
- Taxa de desemprego (fevereiro)
- Criação de novas vagas
- Inflação de salários
Esses indicadores são determinantes para as decisões do Federal Reserve, já que sinalizam o grau de aquecimento da economia e possíveis pressões inflacionárias.
Também será divulgado o Livro Bege, relatório que reúne percepções regionais sobre a atividade econômica nos Estados Unidos, oferecendo uma leitura qualitativa complementar aos dados numéricos.
Geopolítica no radar
Para completar o cenário, os mercados acompanharão de perto os desdobramentos das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Irã, que podem gerar volatilidade adicional, especialmente em commodities e ativos de risco.
Assim, a semana combina dados relevantes de atividade e emprego com fatores externos que também podem influenciar o comportamento dos mercados.
